Finazzi faz dois e fecha a noite dos artilheiros no Paulistão. Dentinho completa o placar
Vontade, raça, empenho e todos aqueles adjetivos tão queridos à torcida corintiana sobraram na estréia do Timão em 2008 e foram traduzidos em uma boa vitória por 3 a 0 em cima do fraco Guarani, nesta quinta-feira. O entrosamento, nem tanto, como esperado. Por sinal, as expectativas em torno do time do Corinthians multiplicaram-se mais do que o usual depois do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Falemos então das tais expectativas e frustrações nesta estréia surpreendente em alguns pontos. 12 dias de pré-temporada e 14 reforços depois, receio é um termos que seria sapiamente empregado para tratar o começo de temporada alvinegro. Um certo receio que pôde ser visto em campo, principalmente nos meias Marcel (sacado na segunda etapa) e Alessandro. Foram eles o maior reflexo do time que não estava à vontade, como se os dois tivessem em uma daquelas conversas com silêncios desconfortáveis. Desentrosamento natural, já que sete dos 11 titulares estreavam como jogadores corintianos, e que foi melhorando no segundo tempo.
Quem enforçou-se para fazer esta ligação com o ataque foi o volante Perdigão, que cumpriu o esperado de um segundo volante: marcou, saiu com a bola, tentou encontrar alternativas. Como fez no belo passe longo para Finazzi, ainda no primeiro tempo, que culminou em uma bola na linha de fundo. Já Bruno Octávio... Bom, ele esteve em campo, bastante apagado, quase fosco.
Um pouco mais à frente posicionava-se o contraponto da situação do meio-de-campo. Acosta e Finazzi jogaram com certa facilidade, como o próprio uruguaio falou na saída de campo. Acosta girava, movimentava-se e criava como bom vice-artilheiro de Brasileiro que ele foi. Uma grata surpresa aqueles que subestimaram o ex-jogador do Sport. Finazzi fez o esperado: posicionava-se, aguardava a bola e, na medida do possível, ajeitava-se no ataque. Ensaiou o gol com uma bola na trave, e acabou por cumprir com o que se espera de um atacante: abriu o placar, bem posicionado quando o goleiro Bruno soltou a bola.
No início da pré-temporada, Mano Menezes frisou que um bom trabalho na equipe começaria pela defesa, e que Felipe não deveria ser tão acionado. Pois a dupla William e Chicão cuidou bem do arqueiro, que fez apenas uma bela defesa. Méritos da zaga, e deméritos do Guarani, que chegou predisposto a marcar, marcar e... marcar mais um pouquinho. Talles era a exceção, e arriscou bom chutes ao gol para a honra do ataque bugrino.
Os "saidinhos" André Santos e Eduardo Ratinho marcaram forte presença na metade de lá do campo e apoiaram do começo ao fim, o que todos esperavam. Acabaram por destacarem-se nestas funções, com um belo chute de longe de Ratinho, e uma bola na trave de André Santos, ambos no segundo tempo.
Mas o que esperar do banco de reservas do Timão? Gols. O jovem Dentinho superou as expectativas em torno de qualquer jogador de 18 anos (a dois dias de completar 19) que veste a camisa do Corinthians. Marcou o segundo, fez mais uma bela partida e foi um dos grandes destaques do jogo. O terceiro gol de Finazzi, que marcou de pênalti, foi apenas a sacramentação de uma segunda etapa tranqüila.
Desentrosamento, problemas na ligação com o ataque, todos males imagináveis e imaginados pelo técnico Mano Menezes, que sai satisfeito com o trabalho realizado com uma equipe de caras novas.
FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 3 X 0 GUARANI
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 17/1/2008 - 21h45min (de Brasília)
Árbitro: Philippe Lombardi
Auxiliares: Edsilson Corona e Marco Antônio Monteiro Bagatella
Público e renda: 29.037, R$522.005,00
Cartões amarelos: Eduardo Ratinho, Acosta (COR); Bruno Camargo, Cris, Max Sandro (GUA)
Cartão vermelho: -
GOLS: Finazzi, 20'/2ºT (1-0), Dentinho, 26'/2ºT (2-0) e Finazzi 46'/2ºT (3-0)
CORINTHIANS: Felipe, Eduardo Ratinho, Chicão, William e André Santos (Everton Ribeiro, aos 36'/2ºT); Bruno Octávio, Perdigão, Alessandro e Marcel (Dentinho,17'/2ºT); Acosta (Lulinha, 41'/ 2ºT) e Finazzi. Técnico: Mano Menezes
GUARANI: Bruno, Messias (Fabinho, no intervalo), Danilo Silva, Max Sandro e Jonatas; João Paulo, Lucas (Marcinho, aos 10'/2ºT), Bruno Camargo (Dimas, 25'/2ºT) e Paulo Santos; Talles e Cris. Técnico: Roberval DavinoLanceNet.
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