Os cabelos fartos de outrora não são mais os mesmos. O fôlego tornou-se um aliado para organizar churrascos. E a profissão é bem diferente da desempenhada na década de 90. De amuleto do Corinthians, Tupãzinho virou empresário do ramo infantil. Não perdeu o carisma, ainda é presa fácil de caçadores de autógrafos nas ruas de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No entanto, o talismã da Fiel parou de respirar futebol. É verdade que bate pelada terça, quinta e sábado. Mas, agora, tem como principal ocupação uma fábrica de fraldas descartáveis e também ajuda um instituto de crianças com câncer, ao qual destina parte dos lucros.- Cansei da rotina imposta pelo futebol. Atualmente, sou dono de uma indústria de fraldas em Campo Grande e crio gados no sítio do meu pai em Tupã. Cheguei a ter um posto de gasolina na minha cidade natal, mas o negócio não foi para frente. Depois que me aposentei, em 2003, recebi um proposta para ser auxiliar no Cene. Dispensei o convite. Gosto de jogar pelo time masters do Corinthians. Não há comprometimento profissional. Se achar que a passagem de avião para São Paulo vai pesar no meu bolso, falto aos jogos e ninguém reclama - afirma o atacante que deu ao time do Parque São Jorge o título de campeão brasileiro de 1990.
- Sem a cabeleira...
- Todo mundo se refere a mim como o Tupãzinho do Corinthians. Ninguém lembra que também defendi outros 11 clubes de futebol (Tupã, São Bento, Fluminense, América-MG, XV de Piracicaba, Matonense, Caldense, Itabiara, Cene, Ituiutaba e Paranavaí). O mais engraçado é que as pessoas desconfiam da minha identidade. Alguns dizem que na televisão eu parecia ser mais alto. Outros custam a acreditar que estou de cabelo curto. Deixei a cabeleira crescer de novo só para evitar confusão - diz, aos risos, o baixinho de 1,69m, pai de Pedro, de 10 anos, e Giovana, de 6.
- Sonho não realizado no futebol
- Nunca tive a felicidade de vestir a amarelinha. Acho que foi a minha única frustração no futebol. Mas não tem problema. Guardo com carinho um DVD de gols feitos pelo Corinthians, além de jornais e revistas da época. O esporte me deu muitos amigos como o Neto, Fabinho, Henrique, Ronaldo (goleiro), Márcio (Bittencourt) e o Dinei. Não tenho do que lamentar - recorda o centroavante, que se orgulha de jogar bem futevôlei e de saber andar a cavalo.
- Espectador de peso
- O Corinthians caiu para a Segundona porque estava mal estruturado. Os maiores responsáveis são os dirigentes e os jogadores. Em relação a 2007, o time melhorou um pouco. Passou a marcar melhor. Só que o grupo de agora não é grande coisa. Ainda carece de pelo menos dois meias e dois laterais - conclui.
GloboEsporte.
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