Por R$ 1,5 milhão, o uruguaio Acosta foi a contratação mais cara do Corinthians em 2008. Foi nele que o clube e a torcida depositaram as maiores esperanças. O meia-atacante, no entanto, ainda não engrenou. Enquanto isso, um outro gringo conquista seu espaço no coração dos torcedores e na cabeça do técnico Mano Menezes: o argentino Herrera .
Contra o Barueri, foi a terceira vez seguida que o atacante, ainda reserva, entrou no jogo. Com ele, o time perdeu o vício de atacar pela esquerda e conseguiu fazer algo que Mano Menezes exige: marcar a saída de bola adversária.
Sim, porque, no primeiro lance, Herrera deu um carrinho na ponta-direita, recuperou a bola e, depois de uma tabela entre Alessandro e Lulinha, quase marcou de letra.
É esse o estilo de jogo que a Fiel deve esperar do argentino?
– Jogo dessa forma (com raça) porque se não for assim não se chega a lugar algum. Acho que o jogador deve atuar cada minuto como se fosse o último – afirma Herrera, que já se diz pronto para começar uma partida e atuar os 90 minutos.
Mano já deve ter percebido isso. E, se acha que ainda não deve barrar Acosta, ao menos imagina uma forma de encaixar Herrera.
Adaptado a São Paulo, o argentino já está. A ponto, por exemplo, de decidir que sua filha será brasileira. Isso mesmo. Sua mulher espera o primeiro bebê para março.
– Gosto muito do Brasil, acho que tem muitas pessoas legais aqui, por isso minha filha será paulista (paulistana, na verdade) – disse.
A única dificuldade de Herrera é se locomover na cidade.
– Preciso comprar um GPS. Não saio sozinho porque sei que vou me perder. Por enquanto, o pessoal do clube me leva para os treinos. Mas, quando eu for morar no meu apartamento, no Tatuapé (na Zona Leste), vou treinar sozinho – afirma.
Pronto o gringo já está.
>>> GRINGOS EM ALTA...
| Tevez | Vindo por US$ 19,5 milhões (cerca de R$ 34,3 milhões), o atacante argentino foi a contratação mais cara da história do futebol brasileiro. Virou ídolo rapidamente, conquistou o Brasileirão-2005 e saiu em agosto do ano seguinte. |
| Rincón | Capitão do time campeão mundial em 2000, o colombiano voltou ao Parque em 2004, mas foi dispensado. |
| Gamarra | Campeão brasileiro pelo Timão, em 1998, foi um dos melhores zagueiros da história do Corinthians. |
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