quarta-feira, 23 de abril de 2008

Diretoria do Timão se reúne com membros da Gaviões

Andrés Sanches se reúne com cúpula da organizada para acalmar ânimos

Na base da conversa. Essa foi a maneira encontrada pela diretoria corintiana para tentar resolver os problemas internos e externos do clube antes do segundo confronto com o Goiás, dia 30, no Morumbi.

Na tarde dessa terça-feira, os diretores Carlos Auricchio e Elie Werdo, o vice de futebol Mário Gobbi, o diretor técnico Antônio Carlos Zago e o presidente Andrés Sanchez se reuniram com a cúpula da Gaviões da Fiel na sede do Parque São Jorge.

A intenção era acalmar os ânimos da maior facção uniformizada do clube. No último sábado, cerca de 30 torcedores protestaram na Fazendinha. A Polícia Militar foi chamada para evitar agressões.

A conversa ocorreu em clima de paz, mas com alguns momentos mais tensos. O principal, quando se discutiu a saída de alguns jogadores do atual elenco. Os nomes de Perdigão, Marcel e Bóvio foram citados.

Os membros da Gaviões ouviram que "jogadores de nome" serão trazidos para a Série B, já que os recursos financeiros serão maiores com as cotas de televisão e patrocínio. Nomes foram comentados durante a reunião, mas as partes preferiram mantê-los em total sigilo.

– Eles pediram mais empenho e prometeram apoio ao time contra o Goiás – contou Antônio Carlos.

O técnico Mano Menezes, que após os protestos do último sábado não aceitou reunir-se com os torcedores, não participou do encontro. Na terça, pela primeira vez, ele comentou os pedidos de "mais coragem para armar o time", escrito em um dos cartazes dos torcedores.

– Nós temos coragem. Acontece que, às vezes, você é corajoso demais e joga tudo por terra. Não é isso que precisamos agora. Temos de dar um passo com o tamanho das pernas do clube – afirmou Mano.

Mário Gobbi chegou a dizer que, neste momento, o elenco precisa de amor e carinho. Mano comentou:

– O futebol tem momentos de porrada e momentos de carinho. E você, como comandante, tem de procurar o momento certo das coisas, quando sente que a equipe precisa de uma sacudida. Essa é a parte mais fácil, o mais complicado é a parte técnica – finalizou o técnico.

LanceNet.

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