terça-feira, 2 de setembro de 2008

Timão anuncia diminuição da dívida para R$ 93,5 milhões e lucro em 2008

Pagamento ao Lyon derruba débito alvinegro em mais de R$ 4 milhões. Direção apresenta superávit de R$ 12,3 milhões no ano

A diretoria do Corinthians divulgou nesta terça-feira pela manhã, em entrevista coletiva no Parque São Jorge, o balanço financeiro do mês de julho. Nos cálculos, o clube apresentou queda de R$ 4,1 milhões na dívida total e lucro de R$ 12,3 milhões nos sete primeiros meses de 2008.

De acordo com as contas apresentadas pelo vice-presidente financeiro Raul Corrêa da Silva, a dívida alvinegra é agora de R$ 93,5 milhões contra R$ 97,6 de junho. O montante era de R$ 101 milhões no início da gestão do presidente Andrés Sanches. A redução aconteceu pelo pagamento de R$ 4,8 milhões referentes à última parcela da dívida com o Lyon, da França, no caso Nilmar.

- Não podemos imaginar que teremos uma redução drástica do endividamento até o final do ano. O clube é como uma empresa, também precisa fazer investimentos, como contratar jogadores e outras coisas – explica Silva.

O clube comemora ainda o lucro de R$ 12,3 milhões entre os meses de janeiro e julho, segundo a diretoria, o melhor nos últimos quatro anos. No ano passado, durante o mesmo período, o Timão acumulou prejuízo de R$ 19,1 milhões. O mesmo aconteceu em 2006 (R$ 18,9 milhões) e 2005 (R$ 15,3 milhões).

O problema do Alvinegro continua sendo o departamento amador, com déficit de R$ 2,4 milhões desde o início do ano. O valor, porém, é bastante inferior ao ano passado, quando atingiu R$ 23,1 milhões, com Alberto Dualib. Já o futebol acumula superávit de R$ 14,7 milhões, diante de apenas R$ 149 mil de 2007.

Para aumentar as receitas, o Corinthians contou com a contribuição do bom desempenho da equipe na Série B. Somente com a venda de ingressos, o clube totaliza uma renda bruta de R$ 10,7 milhões contra R$ 4,7 milhões da última temporada, quando a equipe acabou rebaixada. A direção justifica o crescimento também pelo reajuste nas mensalidades, negociação das dívidas, patrocínio e ações de marketing.

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