O zagueiro Pedro Henrique foi de estreante no profissional a titular do Corinthians no espaço de um mês, mas já coleciona experiências marcantes com a camisa do clube que aprendeu a gostar desde os 15 anos, idade que tinha quando foi chamado para integrar as categorias de base do Alvinegro. Recuperado após sair chorando da derrota contra o Atlético-MG, há duas semanas, ele crê ter se provado após a boa atuação no 4 a 0 contra o Flamengo, quando anulou o ex-corintiano Paolo Guerrero.
“Quando eu errei passou bastante coisa na cabeça, mas, depois que conversei com meus companheiros, que deram moral para mim, me deram o maior apoio, tudo ficou mais tranquilo”, disse o jogador, que não segurou as lágrimas contra o Galo após errar passe para Cássio, interceptado pelo meia Cazares, e entregar de bandeja o segundo gol para o adversário.

“Eu até falei para alguns companheiros que eu estava no quarto concentrado pensando nesse jogo. Sabia que era a oportunidade de mostrar que não seria uma falha que ia apagar o que eu vinha fazendo nos últimos jogos”, revelou o jogador, grato pelas mensagens de carinho vindas da Fiel.
“Ninguém espera que o torcedor tenha tanta paciência, a torcida cobra bastante, mas logo em seguida já recebi apoio de todos. Familiares, amigos e a própria torcida me mandando mensagem por rede social. Só tenho a agradecer”, assegurou.
Com apenas 20 anos, Pedro também sabe que algumas situações contribuíram para a titularidade, como a lesão de Yago, então nome certo da zaga, e a dificuldade de Vilson em se manter com condições de jogo. Por isso, nem ele mesmo garante que estará em campo diante da Chapecoense, no sábado, fora de casa, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.
“Não imaginava virar titular, não, para ser bem sincero. Tem muito zagueiro bom aqui. Mas trabalhava firme e forte para a hora que aparecesse a oportunidade, aproveitar da melhor maneira possível. Acredito que agora eu só tenho que continuar a fazer meu trabalho bem”, concluiu.
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